Greve custou R$ 15 bilhões ao País.Ministério da Fazenda aponta que impacto da paralisação equivale a 0,2% do PIB

Greve dos caminhoneiros gerou desabastecimento em vários setores da economia no País e causou prejuízos que ainda estão sendo calculados/Tânia Rêgo/ABr
Brasília - A equipe econômica estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao País R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB. De acordo com o Ministério da Fazenda, o número foi discutido na segunda-feira (11), em reunião com o ministro Eduardo Guardia e economistas do setor privado, em São Paulo.Na segunda, Guardia admitiu que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial para o crescimento da economia neste ano, que está em 2,5%.

Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. A aposta do mercado é que o PIB cresça menos do que 2% em 2018.

Guardia chegou a dizer que algumas estimativas sobre o impacto da paralisação estavam exageradas e que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve.

“Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Pode ser uma revisão para baixo”, afirmou o ministro.
Tabela - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou ontem que continua conversando com os caminhoneiros e os setores envolvidos com a questão da tabela do frete e avalia ponderações das partes. Segundo nota divulgada pela ANTT, as conversas ocorrem não apenas presencialmente, “mas de todas as formas disponíveis”.

“Essa discussão é importante para amadurecer tecnicamente o assunto. A Agência está trabalhando com a prudência necessária, buscando o equilíbrio do setor”, diz a nota.
Desde o fim de semana, a ANTT vem mantendo reuniões com os setores envolvidos para fazer ajustes na tabela do preço mínimo de frete.

A ideia é encontrar uma posição intermediária entre a versão divulgada no dia 30, que desagradou ao agronegócio, e a do último dia 7, que não foi aceita pelos caminhoneiros e por isso foi revogada.

Diário Comércio
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