GERDAU PLANEJA APORTE BILIONÁRIO EM MINAS EM 2020

Dos cerca de R$ 3,5 bilhões previstos pela Gerdau em investimentos nas operações em Minas Gerais dentro do plano de aportes para o triênio 2019-2021, grande parte será realizada no ano que vem. As inversões preveem projetos de mineração e obras de manutenção na usina de Ouro Branco, na região Central – a maior do grupo gaúcho –, incluindo a reforma do alto-forno 1 da planta siderúrgica.

A informação é do diretor-executivo de Mineração e Matérias-Primas da Gerdau, Wendel Gomes da Silva. Segundo ele, o plano como um todo prevê R$ 7,1 bilhões nas operações globais da companhia até 2021. Somente neste exercício, considerando os nove primeiros meses do ano, a siderúrgica já destinou R$ 1,3 bilhão para as operações, principalmente dedicados à manutenção das unidades.

“Somente em Minas, neste ano, destinamos aportes de R$ 168 milhões apenas à parada programada do alto-forno 1 da usina Ouro Branco, concluída em setembro. Porém, o equipamento já está atingindo o limite de sua vida útil e, para o ano que vem, está prevista a reforma completa do equipamento, sob investimentos consideráveis, além de intervenções na coqueria”, comentou.

O alto-forno já tem mais de 20 anos de operação e a capacidade instalada do equipamento é de 3 milhões de toneladas por ano. Na época da divulgação do plano global de investimentos, a companhia informou que há uma série de iniciativas referente à parada programa de modernização da usina que ocorrerá em 2022. Já neste ano, ocorreu a parada por 60 dias no alto-forno 1 e, em 2020 e 2021, estão previstas reformas graduais. Já o abastecimento dos clientes será assegurado pela formação de estoques estratégicos.

No entanto, conforme Silva, a prioridade para o próximo exercício serão os investimentos em mineração. Com o licenciamento ambiental em andamento e projetos de engenharia avançados, a empresa pretende realizar atividade de lavra a céu aberto – minério de ferro, em Itabirito. Caso o empreendimento seja aprovado, a Gerdau irá ampliar a sua operação em Várzea Lopes, em áreas de sua propriedade, localizadas em Serra da Serrinhas, em Itabirito. A localidade está aproximadamente a 50 quilômetros da usina de Ouro Branco.

Processamento a seco – O objetivo é atender a futura demanda de minério de ferro da usina. O empreendimento não terá barragens de rejeitos, pois utilizará processamento a seco. “O projeto está bastante avançado e somente o processamento de empilhamento a seco demandará aportes da ordem de R$ 170 milhões”, disse.

Outra intervenção prevista para o ano que vem diz respeito à adequação do método construtivo da barragem dos Alemães, erguida no modelo a montante, e com 2,5 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Além disso, a empresa desativou a barragem Bocaina em 2011. Ambas ficam em Ouro Preto.

“A decisão já está tomada e não faremos mais barragens de alteamento. Nosso processo, daqui para frente, será de empilhamento a seco”, garantiu. A adequação da barragem custará outros cerca de R$ 70 milhões para a empresa no ano que vem.

Além disso, o diretor não descartou a possibilidade da criação de mais uma linha de laminação para produzir bobinas a quente (BQ) na usina mineira visando a atender a demanda de aço no Brasil, a partir da retomada econômica do País.

Fonte:Diário Comércio

Share this Post: Facebook Twitter Pinterest Google Plus StumbleUpon Reddit RSS Email

Comments